Genética felina: noções básicas para a compreensão da descendência em gatos

Gatos Paradais Sphynx

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Autor: Paradais Sphynx Deja un comentario

nesta página sobre gatos

  • 2.1 Lei da uniformidade
  • 2.2 Lei da disjunção ou separação de alelos
  • 2.3 Lei da herança independente de caracteres
  • 4.1 Mais informações sobre gatos, água, cuidados…

Para compreender melhor os temas sobre genética felina é importante ter presente alguns conceitos ou informações básicas, em seguida, passamos a expor.

Conceitos sobre genética felina

Genética: ciência que estuda a herança biológica no ser vivo. No caso que nos ocupa a genética felina estuda a interação de genes em gatos, é útil para prever ninhadas, evitar doenças, etc., na descendência.

Herança: o que transmite o ser vivo na sua descendência.

Gameta: cédula sexual que na reprodução se unem para dar origem ao novo ser.

Gen: unidade básica da hereditariedade, essas informações são transmitidas à descendência.

Genoma: o patrimônio genético ou o conjunto de cromossomas.

Genótipo: a representação genética do indivíduo em função do conjunto de genes que tem.

Fenótipo: o que o indivíduo manifesta no exterior.

Alelos: a formas alternativas que podem apresentar um carácter.

Cromossomas: contém o material responsável pela herança no indivíduo.

Locus: lugar que ocupa o gene no cromossomo.

Heterocigoto: o indivíduo possui diferentes alelos para um mesmo caráter.

Homocigoto: o indivíduo que possui alelos iguais.

Chave: gene dominante ou manifesta contra o recessivo.

Recessivo: gene que fica oculto em frente ao dominante, em consequência, é necessário fazer duas cópias do alelo (homocigosis) para que possa manifestar-se.

Codominante: os genes com a misma dominancia.

Mutação: alteração do material hereditário.

Genética em gatos e a herança sobre genética

Para compreender o emaranhado mundo da genética felina, é necessário conhecer o modelo mendeliana; trata-se de regras que fixam as bases em que se transmitem por hereditariedade dos caracteres dos pais para seus descendentes, sem cujo conhecimento é impossível o estudo da matéria que vamos abordar.

Lei da uniformidade

Esta lei estabelece que se juntarmos duas raças puras e diferentes (homocigotos) para um determinado caráter, os descendentes serão todos iguais entre si e iguais ao parental dominante.

Os indivíduos dessa primeira geração, denominados F1, são heterozigotos e seus genes levam informações das duas raças puras: a dominante que se manifesta e a recessiva que está oculta.

Lei da disjunção ou separação de alelos

Mendel, ao verificar que um dos caracteres desaparecia na primeira geração, se propôs realizar um novo cruzamento com os descendentes ou híbridos obtidos, neste caso, foi possível verificar que reaparece novamente o caráter recessivo que ficava escondido em uma proporção de três dominante por cada um recessivo. Isto é assim pelo fato de que os genes não se misturam nem desaparecem, simplesmente não se manifestavam na primeira geração, estão presentes, mas de forma oculta. Mendel constatou, assim, que alguns indivíduos podem transmitir caracteres, embora eles não se manifestem.

Lei da herança independente de caracteres

Se refere à transmissão do património genético, mas de caracteres diferentes, os resultados obtidos respondem e continuam as duas leis anteriores com independência do outro personagem. Mendel chegar à conclusão de que cada par de alelo de um determinado caractere é transmitido de forma independente, não se misturam nem desaparecem, se combinam ao acaso, na descendência, apresentam características que não existiam na geração parental ou filial.

Há que se destacar que esta última lei não se cumpre em todos os casos, somente quando os genes se encontram em diferentes cromossomos. Naqueles genes localizados no mesmo par de cromossomos, genes ligados), transmitem-se como uma unidade, por isso é difícil a recombinação genética.

O quadro de Punnett é aplicável em genética felina

O geneticista britânico Reginald Crundall Punnett, que participou ativamente no estudo dessa ciência na Universidade de Cambridge, é-lhe atribuída a criação do chamado «caixa ou placa de punnett».

É uma ferramenta muito valiosa na genética felina para prever o genótipo dos descendentes em acasalamentos entre gatos; trata-se de um quadro de gráfico em que ao inserir, na parte superior e na vertical esquerda, a representação de alelos que compõem o genótipo de cada um dos pais; o resultado das possíveis combinações obtidas refletir as diferentes alternativas que se nos colocam. Se o gato tem pedigree ou de provas genéticas relacionadas com o seu genótipo irá acelerar bastante a tarefa.

Uma vez que temos todas as combinações possíveis, se analisamos também do ponto de vista do fenótipo; para isso é necessário o conhecimento da interação de genes, que é o que estudaremos com o modelo mendeliana. Os resultados sempre serão generalizados, mas de grande ajuda na seleção e criação com gatos.