História do gato, conhece a sua evolução desde a antiguidade

Gatos Paradais Sphynx

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Autor: Paradais Sphynx 2 comentarios

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A história do gato ao longo de décadas tem sofrido constantes mudanças motivadas principalmente pelas crenças religiosas do momento, o ambiente social e cultural ou o contexto histórico onde colocá-lo, como veremos a seguir, na história do gato, a concepção que se tem tido sobre este animal foi o mais díspar e contraditória.

ÉPOCA EGÍPCIA: o gato tinham atribuído uma função social muito importante, se encarregava de exterminar todos os tipos de roedores que saqueavam as colheitas dos habitantes do Antigo Egito; também a sua presença fazia afastar cobras e outros répteis abundantes na época. Seus recursos provinham, em grande medida, das terras cultivadas, por exemplo, os cereais, que após a sua coleta, foram armazenados em celeiros. É óbvio, que em tais lugares, não era de admirar a abundante presença de ratos e camundongos, além disso, construíam diques e canais, que serviam para fazer chegar a água do Nilo para toda a sua população, dando lugar ao deambular contínuo de cobras e outros animais perigosos para a população; por outro lado, o gato também foi usado como um auxiliar na prática de caça, as suas funções consistiam em recolher as peças abatidas e compensar seus homens a seus donos, dado que chama poderosamente a atenção se tivermos em conta que esse trabalho sempre foi encomendado à dos cães.

a história do Egito, os gatos eram animais muito protegidos, não se lhe permitia a punição, de fato maltratarlo podia levar impliquem a pena de morte, até mesmo, em situações de perigo, se salvou primeiro o gato antes que o próprio humano. Existia a crença que possuíam qualidades mágicas, precisamente pela faculdade de dilatar as pupilas, ou que seus olhos brilhem na escuridão, a morte de um gato era um autêntico duelo, realizavam-se cerimônias solenes, eram mumificados e merecedores de grandes funerais como oferta para seus deuses.

Dizem que o deus do sol, Ra, em forma de gato, vence a cada noite, a escuridão, Apopis, a qual se representava através de uma serpente, dessa forma, ressurge o dia, a luz, em suma, da vida.

Contam que Ísis, a mãe divina, também pode estar representava uma figura felina.

Bastet, “o que traz beleza e compaixão ao mundo”, tinha a cabeça em forma de gato, simbolizava a fertilidade e maternidade. Conta a mitologia egípcia, Ra, deus do sol, envio para a terra a Sekhmet, “a poderosa, a força contra a qual nenhuma outra prevalece, a deusa da guerra com cabeça em forma de leão“ para lutar e defender seu pai contra a subversão humana, esta decidiu aniquilar sem piedade os homens e Ra, para amansar a Sekhmet, novamente mandou o guerreiro Onuris, que pacificou, tornando-se assim a deusa Bastet, por isso, dizem, que quando fica nervosa, toma o aspecto em forma de leão.

Com independência da veneração e da proteção que se dava a este felino, existiam criadores de gatos com a finalidade de selecionar exemplares que depois iam ser abatidos e mumificados em festas populares, para assim recomendá-los a seus deuses. Estes rituais representavam a morte do gato, pois mesmo que se proibia a população a punição do animal, os titulares desses criadouros estavam autorizados para sacrificarlos, ponto um pouco negativo na história do gato no Atiguo Egito.

O historiador grego Diodoro da Sicília, narra em uma de suas obras, o linchamento de um romano pelos egípcios como consequência de matar um gato, tudo isso, em que pese a preocupação do povo de ser invadido por Roma, assim como aconteceria posteriormente.

Outro historiador Políbio, narra a rendição dos egípcios na batalha de Fiapos, a tática militar consistiu em utilizar, por parte do exército persa, gatos e imagens de gatos na primeira linha de batalha, a prestação seria eminente perante a recusa das tropas egípcias no combate, por medo de ferir a esses corajosos animais.

OS GREGOS: nesta população, o gato não teve o alcance e protagonismo que viveu no Antigo Egito, assim se quiser ser-lhe otorgaría o papel de caçador, para tal fim já contavam com outro mamífero carnívoro, da fuinha.

note-Se que na história da Grécia, seus habitantes viviam do comércio marítimo, a agricultura era também um meio de vida importante, mas insuficiente, às vezes tinha que importar alimentos de outros países, talvez por isso, a necessidade de proteção das colheitas antes possíveis roedores não seria tão acentuada como no Egito.

Os gregos viviam sem grandes luxos, eram poucas as famílias ricas, considerava-se o gato como um animal vindo do Egito, a população rica, de grande desenvolvimento, em consequência respeitada, o que lhe deu mais certo valor econômico, mesmo que possibilitava sua troca comercial.

Na mitologia grega e, do ponto de vista da história do gato, destaca-se a transformação da deusa Ártemis, em uma gata para fugir do temido Pitão.

CHINA: foi admirado por sua beleza, também é atribuído o papel de extermínio de roedores, não obstante, a concepção do gato era variante dependendo da época e do contexto histórico, assim, em alguma parte da história se considerou o gato como um animal de caridade que atraia a prosperidade, boa sorte, até mesmo, dizia-se que afastava os demônios, em outros tempos, tempos de mudança, que se pensava justamente o contrário.

ÍNDIA: — lhes entesourou como deuses, “Sasti” deusa da fecundidade tinha aparência de uma gata. Para esse povo, o gato é considerado como um animal sábio.

MUNDO ÁRABE: não há vestígios negativos sobre este animal, mesmo se relatam histórias do próprio Maomé familiarizado e grande amante destes felinos.

IDADE MÉDIA: A história do gato foi bastante negativo, já que a Igreja o considera um ser demoníaco, companheiro inseparável de bruges, e é por isso que a Inquisição oferecia o seu sacrifício, especialmente em festas populares, até mesmo havia recompensas pelo apreso e morte a esses mininos, isso implicou que a população de felinos mermara consideravelmente.Por essa razão existem em história medieval, muitos dados negativos sobre o gato de estimação.

A estreita mentalidade da época faz com que em alguns escritos aparecer o diabo em forma de gato, de fato, sua habilidade ao cair em posição equilibrada desde as alturas e ter menos possibilidades de cause do acidente que outro animal, sua hábitos noturnos, os olhos tão brilhantes na escuridão ou seu caráter independente, é considerada como obra maligna do diabo, mesmo se diziam autêntico brutalidades, a modo de exemplo, note-se a referência que se fazia sobre a faculdade de dar origem a fenómenos meteorológicos extremos, como as tempestades.

NO SÉCULO XVIII: É aceito novamente como animal de utilidade ou proveito, já que se encarregaria de acabar com a praga de ratos castanhas, que tantos estragos estava causando na população, não esqueçamos o flagelo da peste negra.

Seria a partir do século XIX quando definitivamente é acolhido conferindo-lhe a condição de animal de companhia, ganhar alguma simpatia e popularidade entre o público em geral. O trabalho na criação de novas raças por parte de criadores, a difusão cultural das associações felinas ou as múltiplas exposições de raças de gatos, transformou este animal, um ser em casa, afastando-o da função social do passado como era a caça de roedores; mesmo em muitos países, o número de gatos domésticos ultrapassa já os cães, o deslocamento é progressiva e afeta cada vez mais a outras áreas geográficas, sem dúvida, de uma mudança na história deste magnífico felino.